Escola e Doutrinação

Por Ana Burke

Durante muitos séculos, desde a Idade Média, a família cuidava de ensinar valores e a escola cuidava de transmitir conhecimentos. A escola não construía conhecimentos, passava a “matéria” e hoje, como ontem, a escola continua passando a “matéria” que vem pronta e está no seu livro “didático”. O professor, portanto, foi doutrinado recebendo, sem questionar, a “matéria” que a escola passava, e então, ele repete para o aluno o que a escola ensinou a ele, isto é, ensina aos alunos os mesmos exercícios que aprendeu e da mesma forma como aprendeu. Portanto, a pedagogia da doutrinação continua e é passado ao aluno o princípio de que a evolução cultural do homem é um fenômeno perfeito, estático, acabado. O aluno ainda é tratado como mero espectador de teorias e descobertas que ele deve contemplar e aplaudir, porem, jamais questionar.

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Em nosso país o ensino da Matemática ainda é marcado pelos altos índices de retenção e mesmo os não retidos, não são muitas vezes retidos porque a retenção de mais de 50% é impensável e dá-se um jeito. O que existe é a formalização de conceitos, excessiva preocupação com o treino de habilidades já testadas e mecanização de processos sem compreensão.
Em plena era tecnológica, o professor tem disponível em mãos, em sua maioria, o quadro negro, o giz e o livro didático ou apostila, que muitos seguem a risca. É um caminho seguro e conhecido. Para que mudar? Como mudar?
A explicação está na sala de aula quando se observa o aluno. Este mesmo professor foi um aluno como muitos dos que estão ali. Quando entro numa sala de aula e coloco uma atividade diferente do habitual para ser desenvolvida, percebo que muitos nem iniciam ou tentam desenvolver tal atividade. Chego para um determinado aluno e então pergunto:
_ Não vai fazer? Ele abaixa a cabeça e constrangido responde:
_ Eu não sei fazer.
_ Você já tentou?
_ Não.
_ Porque não tentou?
A falta de iniciativa e criatividade junta-se ao medo de errar. Na maioria das escolas o aluno não pode se expressar ou fazer críticas quando ele têm condições pra isso porque, na maioria das vezes “pensar” não é incentivado e nem permitido. Emitir uma opinião, muitas vezes significa ser discriminado ou castigado e tal aluno passa a ser subversivo. A história que ele aprende é, toda ela retirada do livro didático e, neste livro, o algoz é a vítima, o herói foi inventado ou foi transformado em herói pelos governos para dar suporte às suas ideologias. Não se ensina Educação religiosa ou história das religiões mas a crença em uma determinada religião mesmo que, teoricamente, o nosso país é laico. Não perguntam ao aluno que reza o “Pai Nosso” ou a “Ave Maria” se ele é protestante, muçulmano, segue o Judaísmo, é hinduísta, Budismo, etc. 

Esta ideologia toda e os projetos desenvolvidos matam a mente. Na verdade o aluno está ali, não para ser educado mas doutrinado e isso é fácil perceber. Os professores exigem respeito e determinados alunos se revoltam e ambos estão errados, assim como todo o Sistema está errado. Não existe disciplina e costuma-se chamar aluno calado, que dá as respostas esperadas ou “bem comportado” de disciplinado. As discussões sobre gênero e o que se chama de “Educação sexual” se tornaram mais importantes do que filosofia e sociologia que foram completamente banidas das escolas. O desempenho ruim do aluno não se deve à sua incapacidade de aprender ou apreender ou compreender, e está bem claro que ele não está ali pra isso mas para aprender a obedecer e se convencer da sua condição de servo treinado para sustentar ou sobreviver em condições precárias e desumanas impostas pelo Sistema. Nunca é ensinado ao aluno os seus direitos como cidadão mas os deveres. O Cristo pregado na Cruz está sempre bem visível e todos têm que olhar pra este Cristo e aprender que o seu destino é carregar a mesma cruz e sofrer para alcançar uma felicidade prometida depois da morte. Neste mundo e enquanto se está vivo, o bem estar é uma utopia. Da mesma forma Maria está lá também, de cabeça baixa e virgem. As meninas têm que olhar para a Santa e aprender a ser submissas, principalmente ao homem: «Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua vontade» E assim, as meninas tem que aprender que ser virgem é uma virtude enquanto os meninos tem que aprender que ser virgem, no caso dos homens, não é uma virtude. Isso chama-se doutrinação. A escola deveria ser um lugar onde se aprende a pensar e a desenvolver a criatividade. Deveria ser um lugar de debate saudável e respeitoso de ideias onde, contestar, não deveria ser pecado. A escola deveria ser um lugar sem ideologias mas onde se desenvolvesse o livre pensamento. Se o professor, por exemplo, é formado em história, porque ele têm que estar atrelado a uma grade curricular ou a um livro didático? Não seria este professor capaz de elaborar o seu próprio currículo ou plano de curso?

Um exemplo de “DOUTRINAÇÃO”:

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Surgimos de um único tronco. Portanto não existem raças. Existem transformações que ocorreram ao longo do tempo diferenciando os seres humanos dependendo e isso ocorreu devido de vários fatores sendo um deles o fator genético ou outros como o albinismo.

Na foto à direita percebemos que nos tentam passar a ideia de que todos os humanos evoluídos são necessariamente brancos ou apresentam características europeias. A maioria dos seres humanos não têm estas características, como os asiáticos, africanos, indígenas, árabes, etc. Esta foto coloca a maioria em situação de inferioridade evolutiva. Se estudarmos imparcialmente a história da humanidade veremos que tudo o que temos e somos vieram, foram inventados ou criados por pessoas não brancas.

O nosso passado é NEGRO.

adam-adc3a3o-e-chavvah-eva2 Um exemplo pode ser visto em fotos ou desenhos antigos dos primeiros Cristãos em que mostram Jesus, todos os seus apóstolos, Santos, e personagens bíblicos NEGROS. Isso pode ser conferido, inclusive, numa bíblia ilustrada de 1611.

Outro exemplo são os antigos egípcios que eram negros e em filmes eles aparecem mulatos ou quase brancos o que prova adulteração histórica, Má Fé ou mesmo ignorância dos professores que não leem e são mal formados.

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A escola e os cursos superiores formam pessoas para um determinado círculo social elitizado ou para servir a uma determinada casta de pessoas que graças a estes servos acumula regalias e privilégios imerecidos.

Como teremos cidadãos livres se ele nunca aprendemos o que é verdadeiramente cidadania? A liberdade é uma utopia, um engodo, assim como a igualdade e a fraternidade.

 

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